Glossário
Pacto da graça
Também: aliança da graça, segundo pacto
Pacto em que Deus, depois da queda, oferece aos pecadores vida e salvação por Jesus Cristo, exigindo fé e prometendo o Espírito aos que estão ordenados para a vida. É um só, de Gênesis 3.15 à nova aliança, sob várias administrações.
Depois da queda, a Confissão de Fé de Westminster fala de um segundo pacto, o pacto da graça. Nele, Deus oferece livremente aos pecadores vida e salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé, e promete dar o Espírito Santo aos que estão ordenados para a vida, para dispô-los e habilitá-los a crer (CFW VII.III).
É “segundo” na ordem da história, mas não improvisado. A promessa começa logo depois da queda, com o descendente da mulher (Gênesis 3.15), e não em Abraão. A graça nos foi dada em Cristo “antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1.9), e o Breve Catecismo diz que Deus entrou nesse pacto “desde toda a eternidade” (P. 20; ver também CFW VIII.I).
Cristo é o representante do pacto da graça, assim como Adão foi o do pacto de obras: “por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos” (Romanos 5.19). Cristo não apenas desfaz o que Adão fez; ele faz o que Adão deixou de fazer. Por isso Hebreus o chama de Mediador da nova aliança (Hebreus 8.6; 9.15), e a sua obediência é imputada aos que creem (CFW XI.I).
O pacto da graça é um só, do Antigo ao Novo Testamento: “não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações” (CFW VII.VI). Muda a administração; a substância é a mesma.
Sempre houve duas maneiras de estar no pacto da graça: por fora (a família, o sinal, a igreja) e por dentro (a fé na promessa). Ver igreja visível e invisível.