Glossário
Confissão de Fé de Westminster
Também: CFW
Confissão redigida pela Assembleia de Westminster (Inglaterra, década de 1640) e adotada pela IPB, junto com os Catecismos Maior e Breve.
Foi redigida por teólogos ingleses com a participação de comissários escoceses. Concluída em dezembro de 1646, foi ratificada pela Igreja da Escócia em 1647 e aprovada pelo Parlamento inglês em 1648. Tornou-se a principal referência doutrinária dos presbiterianos de língua inglesa, e várias confissões batistas do século XVII foram adaptadas a partir dela.
O capítulo I trata da Escritura: a Bíblia é a única regra, e a Escritura interpreta a Escritura (CFW I.VI, I.IX; veja sola scriptura). E a própria Confissão reconhece que os concílios podem errar (CFW XXXI.III).
Com os Catecismos Maior e Breve, forma os Padrões de Westminster.
A edição adotada pela IPB tem 33 capítulos e termina em “Do Juízo Final”. Algumas versões norte-americanas acrescentam capítulos posteriores, por isso às vezes aparecem contagens diferentes.
Ela vai muito além da doutrina da salvação. Boa parte do texto trata da vida cristã e de suas responsabilidades no mundo:
| Área | Exemplos |
|---|---|
| Fundamento | Escritura, Deus e Trindade, criação, providência e aliança |
| Salvação | Cristo Mediador, vocação eficaz, justificação, adoção, santificação e perseverança |
| Vida cristã | Lei, liberdade de consciência, boas obras, culto, juramentos, casamento |
| Igreja | Igreja, comunhão dos santos, sacramentos, batismo, Ceia, censuras e concílios |
| Consumação | Estado após a morte, ressurreição e juízo final |
Por isso é possível conhecer o TULIP e ainda conhecer pouco da fé reformada. A história da Assembleia de Westminster é o tema da Aula 13.