Glossário
Sola scriptura
Também: somente a Escritura, só a Escritura
Princípio da Reforma segundo o qual só a Escritura é a regra infalível e suprema que julga todas as outras autoridades. Não quer dizer que só a Bíblia tenha alguma autoridade.
A expressão latina quer dizer “somente a Escritura”. A Confissão de Westminster a formula assim: tudo o que é necessário para a glória de Deus e para a salvação, a fé e a vida do homem “ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela”, e “à Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens” (CFW I.VI).
Sola scriptura não é “só a Bíblia e mais nada”. Pastores, professores, a igreja, os concílios, os credos e as confissões têm autoridade real, mas subordinada: servem quando concordam com a Palavra e podem ser corrigidos por ela.
A Aula 2 apresenta três desvios que tiram a Escritura do lugar de juiz:
- Tradição como fonte paralela: Escritura e tradição tratadas como dois canais da revelação, lado a lado.
- Novas revelações normativas: uma voz posterior cria doutrina ou dever para a consciência.
- “Só eu e minha Bíblia”: a interpretação pessoal vira a última instância.
Nos três casos, algo ocupa o lugar que a Confissão reserva ao Juiz Supremo de todas as controvérsias: “o Espírito Santo falando na Escritura” (CFW I.X).
Para ler a Escritura com fidelidade, a aula propõe três chaves: a Escritura interpreta a Escritura (CFW I.IX), a analogia da fé e a dedução lógica e clara (CFW I.VI).