Glossário
Presbiteriano
Também: presbiterianismo
Ramo da tradição reformada caracterizado pelo governo da igreja por presbíteros reunidos em concílios e pela conexão entre as igrejas.
O nome destaca a forma de governo: em vez de bispos, a igreja é governada por presbíteros (do grego presbyteros, “ancião”) reunidos em concílios. As igrejas locais não são independentes: estão ligadas entre si e prestam contas por meio dos concílios.
No mapa dos seis círculos, é o círculo mais interno. As perguntas que ele acrescenta são: quem governa a igreja? e como as igrejas se relacionam e prestam contas?
Os presbiterianos dos séculos XVI e XVII não viam essa forma de governo como novidade, e sim como recuperação do modelo apostólico do Novo Testamento. O modelo nasceu na Genebra de Calvino e ganhou forma nacional na Escócia.
Governo não é tudo. O nome vem do governo, mas o presbiterianismo é também um sistema de doutrina. Sua base confessional são os Padrões de Westminster: a Confissão de Fé de Westminster e seus Catecismos. A Constituição da IPB, no artigo 1º, a define como “uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamentos e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve”.
Igrejas reformadas da Europa continental têm estrutura parecida com outros nomes, por exemplo consistório no lugar do Conselho e classe no lugar do Presbitério. No Brasil, a IPB tem origem na missão de Ashbel Green Simonton, em 1859. A formação histórica do presbiterianismo, com John Knox e a Reforma na Escócia, é o tema da Aula 12.