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Calvinista

Também: calvinismo

Na série, tradição teológica marcada pela centralidade da glória e da soberania de Deus em toda a doutrina e vida cristã, não apenas na salvação.

O nome vem de João Calvino (1509-1564), reformador de Genebra, mas a tradição é maior do que um único autor. Calvino nunca teve entre os reformados o peso que Lutero teve entre os luteranos, e o calvinismo não se confunde com a teologia pessoal de Calvino.

No mapa dos seis círculos, o círculo calvinista pergunta: como criação, aliança, redenção, igreja, vocação e esperança final se ordenam para a glória de Deus? A ideia do calvinismo como visão abrangente da realidade, incluindo cultura, trabalho e política, ganhou força especialmente com o teólogo holandês Abraham Kuyper (séculos XIX-XX).

O calvinismo não é uma denominação. É uma corrente que atravessa o protestantismo e marcou também anglicanos, batistas e outros. Por isso, um batista que crê nos cinco pontos pode ser chamado de calvinista na doutrina da salvação sem ser reformado no sentido usado na série, que exige confessar uma confissão de fé reformada.

Os “cinco pontos do calvinismo” vêm da resposta do Sínodo de Dort aos arminianos e se tornaram a marca do calvinismo no imaginário popular. Mas o calvinismo não se resume ao TULIP.

Ressalva: muitos autores usam “calvinista” e “reformado” como sinônimos. A distinção feita nesta série é didática: calvinista nomeia a herança teológica mais ampla; reformado, quem confessa essa herança numa confissão de fé reformada, como os Padrões de Westminster ou as Três Formas de Unidade.

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Fontes consultadas

  • HERON, Alasdair I. C. Calvinism. In: FAHLBUSCH, Erwin et al. (org.). The Encyclopedia of Christianity. Eerdmans/Brill, 1999-2003, p. 324-327.
  • TRUEMAN, Carl R. Calvinism. In: The Dictionary of Historical Theology. Paternoster, 2000, p. 103-106.